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Saiba mais: quando procurar um neurocirurgião quando tiver dor de cabeça, tontura ou outro sintoma neurológico?

Dor de cabeça (cefaléia), tonturas, dormências e perda de força (dificuldades motoras) são sintomas comuns a diversas doenças neurológicas. Na maior parte das vezes, tratam-se de cefaléias do tipo primária, como enxaqueca, e muitas vezes os demais sintomas podem estar relacionados a quadros de estresse e ansiedade. De qualquer forma, se o sintoma incomoda, deve ser investigado. O acompanhamento pelo neurocirurgião deve ser feito sempre que houver a suspeita ou confirmação das seguintes doenças: 

Tumores cerebrais: podem ser de diversos tipos, e quase sempre algum tipo de procedimento cirúrgico pode ser indicado, seja uma biópsia ou uma tentativa de remoção completa da lesão. Quase sempre é necessário um acompanhamento prolongado, mesmo após uma cirurgia bem sucedida. O prognostico depende muito da localização da lesão, dos sintomas provocados por ela e do resultado da análise histopatológica.

Aneurismas cerebais: dependendo do tamanho e da presença previa de sangramento, podem apenas se acompanhados ou precisar de algum tipo de tratamento, que atualmente pode ser feito através de cirurgia convencional ou procedimentos menos invasivos (embolização).

Hematoma subdural crônico: é uma doença que se relaciona ao trauma e ao envelhecimento cerebral. Muitas vezes se manifesta com uma maior dificuldade na realização das atividades do dia a dia. Nos quadros mais graves, pode se associar com redução da força em um dos lados do corpo e até mesmo graus variáveis de confusão mental e rebaixamento do nível de consciência. Lesões menores podem até ser acompanhadas até a sua resolução, mas para a maior parte das lesões maiores do que 1 centímetro vai ser necessário algum tipo de procedimento neurocirúrgico.

Sintomas após traumatismo cranio-encefálico: é muito comum algum sintoma mental (dor de cabeça, tontura, dificuldade de execução de algumas tarefas)  que pode ser persistente mesmo após traumatismos cranioencefálicos mais leves. Neste caso, o ideal é procurar um especialista para avaliar estes sintomas e elaborar uma programação de tratamento.

Epilepsia: alguma crises convulsivas podem se associar com lesões cerebrais especificas. Neste caso, existem cirurgias que visam a melhora do controle das crises epilépticas. 

Hidrocefalia: o acumulo anormal do liquido cefalorraquidiano pode se desenvolver desde a infância ou apenas na idade adulta. Seja como for, é sempre importante manter acompanhamento neurocirúrgico regular visando a identificação de sintomas que possam ser tratados de forma precoce com a cirurgia de válvula ("DVP") ou através de outra técnica para derivação do fluxo liquórico.

Estes são os problemas neurocirúrgicos mais comuns. Pessoas com acidente vascular encefálico (também chamado de "AVE" ou "AVC") e portadores de Doença de Parkinson eventualmente se beneficiam de uma avaliação neurocirúrgica. Já as doenças como cefaléias primárias (sem lesões identificadas na ressonância ou tomografia), epilepsias simples, síndrome demenciais (como a Doença de Alzheimer) e algumas doenças relacionadas a alterações do humor (como depressão e ansiedade) são mais frequentemente  diagnosticadas e acompanhadas pelo médico neurologista. Mas na dúvida, sempre vale agendar uma consulta para entender melhor o que está acontecendo.  

 

 

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